Só existem dois meios de identificar o chato:
1 – Pela fama, conceito, reputação;
2 - Pela experiência própria.
O chato não permite reconhecimento pelo biótipo ou estrutura física.
Essa fama não obriga qualquer esforço de reconhecimento. O nome e a fisionomia já pertencem ao nosso universo conhecido. A simples menção do nome e o simples aparecimento da fisionomia nos põem em alarma e inútil sobreaviso.
Dentro das condições estabelecidas na definição, chega-se a um fato importante: todo chato é bonzinho. Se não o fosse, não teria tempo de ser chato. Mas há uma exceção: o chato agressivo.
O chato, bonzinho ou agressivo, imagina-se amigo e, por piedade, inércia, temor ou burrice, nós, às vezes, o deixamos nessa ilusão.
Existem vários tipos de chatos, porém, na vida real, os tipos de chatos não se apresentam em estado de absoluta pureza. O indivíduo chato, salvo honrosas exceções, é uma variedade.
CHATEAR-SE: “A sensação de “estar sendo chateado” (que, aceita pela vítima, leva ao estado de “chatisfação”) provém de um cerceamento da liberdade, com o concomitante desejo de escapar à causa da chateação. Quanto mais a causa da chateação atua contra o livre arbítrio, a capacidade de ir e vir, a possibilidade de fazer ou deixar de fazer, de estar presente ou ausentar-se, de dizer ou calar, mais intensa é a sensação. O perigo não reside unicamente no enleamento provocado pelo chato, mas uma possibilidade de domesticação do paciente. [...] Há esposos que jamais pensam em separar-se, homens que jamais deixam o emprego, crianças que nunca abandonam o lar, cães que só saem com os donos. A dependência de um chato torna o pacienta, também, um chato passivo e solidário com a chateação do próximo.”
REFERÊNCIA:
Tratado Geral dos Chatos, de Guilherme Figueiredo
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Vim parar aqui vendo o link no twitter :P
ResponderExcluirCom isso suponho que você seja uma chata convicta, correto?
;)
Acho que sou uma chata sim!
ResponderExcluirCom muito orgulho!