domingo, 27 de fevereiro de 2011

Volta às aulas

Nessa segunda, começam minhas aulas, nossa estou super animada pra isso, animação de dar inveja de ver, sabe? (mentira! Por mim ficaria mais um bom tempo de férias!).

Mas pensando bem, até que irá ser bom voltar às aulas, ficar um pouco (digo muito, já que extrapolei nos horários esse semestre) longe de casa, acho que preciso sentir falta dos meus pais, as férias inteiras, passando 24 horas por dia, sete dias da semana, sempre juntos, cansa, enjoa, sei lá ... vai ser bom ficar longe um pouquinho, sempre é bom, em qualquer relacionamento.

Também estava pensando de começar a almoçar e jantar no Restaurante Universitário, mesmo motivo: preciso sentir falta da comidinha da mamãe! Mas só em pensar em comer no RU, mudo de idéia, não pela comida em si (que dizem que não é muito boa, eu comi uma vez lá, não achei tão ruim), mas o ruim é a bandeja onde colocam a comida, é tudo separado, parece aqueles pratos pra criança, é estranho. Não que eu goste da comida toda misturada, não! Mas assim, prefiro um prato (normal, né!?), pra daí eu colocar a comida onde quero, separada, mas num mesmo lugar, bem ajeitadinha e tal e com espaço para eu misturar da forma que quero a comida, quando quero, do jeito que eu achar melhor.

A posição dos alimentos também, cada um tem que ficar no seu devido lugar, arroz e feijão juntos, embaixo, carne do lado esquerdo, e assim por diante.

Agora naquelas bandejas não dá pra fazer isso, sem falar da sensação estranha de comer ali.
Minha mania é meio estranha, eu sei, mas quem é que não têm manias, gostos, passatempos estranhos?
E eu também sei, que existem pessoas que não tem o que comer, e eu estou reclamando da bandeja.
Mas é a minha opinião, e digo e repito: não gosto de comer naquelas bandejas!



sábado, 26 de fevereiro de 2011

Amigos

“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que morressem todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos”

Vinicius de Moraes


Essa frase, sem dúvidas, descreve o quão importante são meus amigos, em especial, Ana Laura, Franciele, Jonathan e Sandriele. Meus amigos do colegial. Que com o término das aulas, nos vemos muito pouco agora.

Meus amigos que sempre estavam prontos pra ajudar, para ouvir, para se divertir enfim, não que não o façam agora, mas com o fim do ensino médio, cada um seguiu seu caminho e não fazemos mais parte do dia-a-dia um dos outros.

Puxa, tenho várias lembranças boas do tempo que vivíamos juntos, todos os dias, no colégio, nas tardes fazendo trabalhos, um ajudando o outro. E agora, mesmo depois de tanto tempo, posso dizer que não consegui me acostumar sem a presença deles em minha vida todos os dias, sinto falta daquelas pessoas que, embora nos víssemos todos os dias, sempre tínhamos algo novo para contar.

Sim, agora nesse meu novo caminho, conheci outras pessoas, colegas, fiz novos amigos, claro, tenho outros amigos sim, mas esses são mais que especiais, amigos de todas as horas, amigos em que dividíamos (e dividimos, apesar da distância) todos os acontecimentos da nossa vida, uma conexão incrível!

Meus amigos são tudo na minha vida e, apesar da distância que nos separou, sinto que eles estão sempre perto de mim e, sei que quando eu precisar posso contar com eles, assim como, quando eles precisarem poderão contar comigo! Amigos, que nem os que eu tenho, valem mais que qualquer pedra preciosa.

Agradeço á Deus por ter colocado todas essas pessoas tão especiais em minha vida. Todos os meus amigos!

(Ana, Fran, Jonathan e San, saibam que eu AMO MUITO vocês!!!)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Chapeuzinho Vermelho


Era uma vez (admitindo-se aqui o tempo como uma realidade palpável, estranho, portanto, à fantasia da história) uma menina, linda e um pouco tola, que se chamava Chapeuzinho Vermelho. (Esses nomes que se usam em substituição do nome próprio chamam-se alcunha ou vulgo).

Chapeuzinho Vermelho costumava passear no bosque, colhendo Sinantias, monstruosidade botânica que consiste na soldadura anômala de duas flores vizinhas pelos invólucros ou pelos pecíolos, Mucambés ou Muçambas, planta medicinal da família das Caparidáceas, e brincando aqui e ali com uma Jurueba, da família dos Psitacídeos, que vivem em regiões justafluviais, ou seja, à margem dos rios.

Chapeuzinho Vermelho andava, pois, na Floresta, quando lhe aparece um lobo, animal selvagem carnívoro do gênero cão e... (Um parêntesis para os nossos pequenos leitores — o lobo era, presumivelmente, uma figura inexistente criada pelo cérebro superexcitado de Chapeuzinho Vermelho. Tendo que andar na floresta sozinha, - natural seria que, volta e meia, sentindo-se indefesa, tivesse alucinações semelhantes.).

Chapeuzinho Vermelho foi detida pelo lobo que lhe disse: (Outro parêntesis; os animais jamais falaram. Fica explicado aqui que isso é um recurso de fantasia do autor e que o Lobo encarna os sentimentos cruéis do Homem. Esse princípio animista é ascentralíssimo e está em todo o folclore universal.) Disse o Lobo: "Onde vais, linda menina?" Respondeu Chapeuzinho Vermelho: "Vou levar estes doces à minha avozinha que está doente. Atravessarei dunas, montes, cabos, istmos e outros acidentes geográficos e deverei chegar lá às treze e trinta e cinco, ou seja, a uma hora e trinta e cinco minutos da tarde".

Ouvindo isso o Lobo saiu correndo, estimulado por desejos reprimidos (Freud: "Psychopathology Of Everiday Life", The Modern Library Inc. N.Y.). Chegando na casa da avozinha ele engoliu-a de uma vez — o que, segundo o conceito materialista de Marx indica uma intenção crítica do autor, estando oculta aí a idéia do capitalismo devorando o proletariado — e ficou esperando, deitado na cama, fantasiado com a roupa da avó.

Passaram-se quinze minutos (diagrama explicando o funcionamento do relógio e seu processo evolutivo através da História). Chapeuzinho Vermelho chegou e não percebeu que o lobo não era sua avó, porque sofria de astigmatismo convergente, que é uma perturbação visual oriunda da curvatura da córnea. Nem percebeu que a voz não era a da avó, porque sofria de Otite, inflamação do ouvido, nem reconheceu nas suas palavras, palavras cheias de má-fé masculina, porque afinal, eis o que ela era mesmo: esquizofrênica, débil mental e paranóica pequenas doenças que dão no cérebro, parte-súpero-anterior do encéfalo. (A tentativa muito comum da mulher ignorar a transformação do Homem é profusamente estudada por Kinsey em "Sexual Behavior in the Human Female". W. B. Saunders Company, Publishers.).

Mas, para salvação de Chapeuzinho Vermelho, apareceram os lenhadores, mataram cuidadosamente o Lobo, depois de verificar a localização da avó através da Roentgenfotografia. E Chapeuzinho Vermelho viveu tranqüila 57 anos, que é a média da vida humana segundo Maltus, Thomas Robert, economista inglês nascido em 1766, em Rookew, pequena propriedade de seu pai, que foi grande amigo de Rousseau.

Este é um texto de MILLÔR FERNANDES

Extraído do livro "Lições de Um Ignorante"

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Calorias

Quem é que não gosta de uma boa guloseima? Chocolate, balas, Pepsi (merchandising pra Pepsi!), enfim, aquelas coisas saborosas.

Mas alguém sabe quantas calorias têm essas gostosuras?
Então, vão aí alguns números, só pra ficar sabendo mesmo, porque eu estou nem aí pra essas calorias e seus amigos!!! Um docezinho, uma vez por outra, não faz mal algum! (Só se você tenha diabetes, né?!).
VIVA O DOCE!!!!


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Depende da forma que falamos.

Se eu colocasse o nome do blog num linguajar mais popular, mais simples, sei lá, ficaria “Minha Vida Louca”, ou melhor, “Minha Vida Loka” (Háa! Vida loka também ama, mano!), e até poderiam achar que eu sou uma dessas pessoas que ouvem hip-hop, se vestem com roupas extras grandes(cor azul - bebê e estampa 55) e calçam tênis de elefante (rosa, por sinal). Nada contra quem se veste assim, cada um tem o direito de se vestir como quiser e o importante é ter saúde! Graças à Deus, minha saúde está ótima, obrigada!

Pois bem, a gente pode dizer uma coisa de várias formas, e ser bem ou mal interpretado, dependendo da forma que usamos e dizemos (com seriedade, com alegria, etc...) as palavras. Se o blog se chamasse “Minha Vida Louca”, iriam pensar que faço parte, da então chamada, tribo de vileiros (mas não é bem assim, mano!). Mas como usei a palavra “insana” ao invés de “louca”, a frase ficou com um ar mais sofisticado (Hamm, que chique Bem!).

Isso me lembra uma história, a história de um rei que sonhou que havia perdido todos os dentes. Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho.
- Que desgraça, Senhor! Exclamou o sábio. Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade!
- Mas que insolente, gritou o rei. Como se atreve a dizer tal coisa?
Então, ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.
Aí resolveu chamar outro sábio para interpretar o mesmo sonho. E este lhe disse:
- Senhor, uma grande felicidade vos está reservada! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes!
A fisionomia do rei se iluminou e ele mandou dar cem moedas de ouro ao sábio. Quando este saía do palácio um cortesão perguntou ao sábio:
-Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega. No entanto, ele levou chicotadas e você, moedas de ouro!
- Lembre-se sempre... Respondeu o sábio, TUDO DEPENDE DA MANEIRA DE DIZER AS COISAS...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Meu tributo ao Ronaldo, o Fenômeno.


Caramba! Quem diria que aos 34 anos de idade, o ícone do futebol brasileiro iria se aposentar. Pra mim, Ronaldo foi um dos melhores jogadores do mundo, depois de Pelé (que é sem comentários) e Kaká (que ganha ponto no quesito beleza! Sem querer dizer que o Ronaldo é feio, acho ele bonito sim!). Uma lenda do nosso futebol, com toda a certeza!

Ronaldo é da minha época, acho que todas as Copas que vi, ele estava lá, com exceção da última, ou últimas, não lembro (tenho memória de peixe), como sempre, dando um show em campo. Mesmo passando por vários acidentes e cirurgias, sem falar dos envolvimentos com travestis e tal (não podia deixar sem mencionar isso). Ele sempre deu a volta por cima!

Depois, vejo na TV, que Ronaldo assina contrato com o Corinthians. Puxa! Corinthians, o meu time do coração, e Ronaldo juntos! Uma super boa notícia, como ele mesmo disse, “mas um louco, nesse bando de loucos!”. Sim, e apesar dos seus quilinhos à mais, Ronaldo fez muito pelo Timão, foi campeão do Paulistão e da Copa do Brasil. Diria que só faltou a Libertadores (pelo Corinthians, é claro!) para que Ronaldo encerrasse sua carreira com chave de ouro!

Ronaldo um exemplo de superação! Que apesar das críticas, mostrou pra todo mundo que ele foi, que ele é e que sempre será o nosso FENÔMENO!

Valeu Ronaldo, pelo talento em campo e pelos jogos e gols feitos pelo Corinthians!!!


domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Vôo do Super-homem




Comemoração de gol, da segunda divisão do campeonato ingles.
Achei muito engraçado! (e aproveitando pra fazer propaganda pro CQC).

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Quem entende os homens?

Esse é um texto que minha professora de espanhol passou pra gente. Achei muito interessante e verdadeiro (muito verdadeiro!). Não sei quem é o autor do texto.

“Os homens boa gente são feios. Os homens lindos não são boa gente. Os homens lindos e boa gente são gays. Os homens lindos, boa gente e heterossexuais são casados. Os homens não tão lindos porem boa gente, não tem dinheiro. Os homens não tão lindos porem boa gente e com dinheiro, acham que só estamos atrás do seu dinheiro. Os homens lindos e sem dinheiro, estão atrás do nosso dinheiro. Os homens lindos, não tão boa gente e razoavelmente heterossexuais, não crêem que somos o suficiente bonitas. Os homens que crêem que somos bonitas, que são razoavelmente boa gente e tem dinheiro, são uns covardes. Os homens que são razoavelmente lindos, razoavelmente boa gente e tem algo de dinheiro, são tímidos e NUNCA TOMAM A INICIATIVA! Os homens que nunca tomam a iniciativa perdem automaticamente o interesse quando nós, mulheres, tomamos a iniciativa.

E agora, QUEM ENTENDE OS HOMENS? Se você é terna com eles... é uma antiquada. Se não... uma insensível.

Se não te arrumas... é uma descuidada. Se o faz... é para chamar a atenção de outro.

Se não trabalhas... é uma simples ‘dona de casa’. Se o faz( e ganha mais que eles)... ficam com raiva.

Se eles sempre pagam... é um abuso. Se o faz você... se sentem menos.

Se vai pra cama com eles... é uma louca. Se não... não os quer.

Se eles sobem de cargo... é por sua capacidade. Se o faz você... é porque foi pra cama com o chefe.

Se eles vem a outras... é sua natureza. Se você vê a outros... é infiel.

Se sai com um homem sem dinheiro... é uma louca. Se sai com um milionário... é uma interesseira.

Se aos 30 eles não se casam... são solteiros desejados. Se você aos 30 não casou... ‘já se foi o trem’.

Se está de mal humor... é uma neurótica. Se eles estão... pobrezinhos, não os compreende!

Se é feia... não te dão bola. Se é bonita e inteligente... têm medo.

Se te traem e segue com eles... mas estúpida não pode ser. Se o fazem e os chuta... que pouca resistência tem.

Se tem uma amante... é porque em sua casa não tem o que necessitam. Se o tem você... Ah, que vadia!

Se eles andam com uma mais jovem... bravo, bravo, bravo. Se você o faz... é que necessita que te façam ‘o favor’.

Se estão intoleráveis... compreende-los, tiveram um mal dia. Se você esta intolerável... é porque está ‘em seu dias’.

Porém como esperar entende-los se nem eles mesmos se entendem!!!”

Colegas da primeira série



Aproveitando a postagem sobre meu primeiro dia de aula, acho justo ter um tópico sobre os colegas da primeira série.

Lembro da Mirian, aquela do dente de leite. Tinha o Antônio, ele reprovou a primeira série, até hoje me pergunto como ele conseguiu tal proeza! Eu não gostava muito dele não, não sei por quê. Deve ser aquela história de que o santo não bateu com o dele, sei lá.

A criatura pode ser a melhor pessoa do mundo, mas simplesmente você não vai com a cara dela. Eu tenho sempre disso, não é que eu desgoste, que eu odeie, só não gosto e não me faz falta como colega, amigo. E não fico puxando o saco de quem não vou muito com a cara não. Eu apenas respeito. Eu sou educada! (eu acho né?), mas que atire a primeira pedra quem ama todo mundo nesse mundo!! (Acho meio difícil isso acontecer!).

Tinha também o Vilson, garoto muito, muito, muito bonito e simpático. Caramba! Ano passado eu encontrei ele no ônibus. Mais incrível, ele me reconheceu! E lembrava até o meu nome! (Tá que eu também lembrava, e lembro, o nome dele) Ele está cursando Farmácia, na PUC.

Minha melhor amiga era a Priscilla de Matos, ela usava óculos e tinha o cabelo cacheado, muito gente boa. Até queria saber o que aconteceu com ela, o que ela faz da vida, ela sumiu do mapa!

A Priscila foi minha melhor amiga, até a chegada da Franciele.

A Fran chegou na metade do ano, ficava quietinha num canto, não conversava com ninguém. Até que um dia eu a chamei pra brincar no recreio, nascia então uma linda amizade, que dura até hoje. Treze anos de amizade! Caramba! Muito tempo!(Não sei como ela sobreviveu todos esses anos com a minha companhia).

Pra deixar constatado, a Fran também cursa Farmácia, só que na UFPR! Agora a gente se vê muito pouco, cursos diferentes, horários não batem, mas quando sobra um tempinho, sempre colocamos a conversa em dia.

Ser cego, surdo e mudo.



Eu estava conversando com a minha tia sobre um assassinato que aconteceu no bairro onde ela mora. Bem, eu não sei direito como e por que mataram ele, mas minha tia falava que ultimamente está muito perigoso, que hoje em dia se você ver alguém roubando, matando, você corre o risco de perder a vida também. E eu acho que ela certa. Daí eu comentei que para não correr o risco disso acontecer, era só a gente sair nas ruas com um cão guia e óculos escuros, caso você presencie um crime, você finge ser cego e tudo fica bem! (É a minha opinião, tá que na pratica é outra coisa, mas vai que cola né?).

Mas pensando bem, tem certas situações da vida, em que a melhor saída é você fingir que nada aconteceu, fingir que não viu, fingir que não escutou e manter a boca fechada. São aqueles ditados populares: “boca fechada não entra mosca” e até mesmo aquele que diz “o que os olhos não vêem, o coração não sente”. Verdade! Fazendo isso você evita que muitas confusões e mal entendidos aconteçam, evita o prolongamento de brigas e evita que você seja colocado no meio da discussão, do tipo: “Ah! Você viu o que ele fez, agora fale na cara!” ou “Você escutou o que ele disse de mim” e coisas assim.

Claro que não sou 100% a favor disso, porque existem certos momentos que você tem falar mesmo, e que dane-se tudo! Tem que chutar o balde, quebrar o pau da barraca, rodar a baiana!! Porque se não, as pessoas sempre vão se aproveitar de você.

Acho que sempre temos que ter o bom senso e analisar qual é o momento adequado de “chutar o balde”, sempre pensar trocentas vezes antes de falar alguma coisa.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Primeiro dia de aula

Nessa semana começaram as aulas do meu irmão, primeira série, muitas coisas novas.

Daí estava lembrando o meu primeiro dia de aula, não lembro exatamente em que dia começaram as aulas, só sei que foi em fevereiro de 1998, eu tinha seis anos, iria completar sete, em maio.

Lembro que minha mãe ficou comigo até a professora chamar e levar a gente pra sala. Deve ter tido aquelas apresentações, que sempre tem nos primeiros dias.

A minha primeira professora se chamava Monalisa, ela estava substituindo outra professora, a Doroti, que depois de uns quatro meses voltou.

Depois das apresentações, ela levou nos levou para conhecer a escola, que por sinal, mudou muito desde aquele tempo. Estudei quatro anos no Maringá.

Eu lembro a Mirian, nesse dia, o dente de leite dela caiu.

Incrível! Acho que tiveram várias outras coisas, mais interessantes no meu primeiro dia de aula, mas do que eu me lembro? Do dente da Mirian.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Definitivo

Aí esta o texto do Drummond, que comentei na postagem anterior.

Definitivo


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Carlos Drummond de Andrade

Ele está certo

Esses dias eu estava lendo uma reflexão de um poeta , o Carlos Drummond de Andrade. E, pensando no que ele escreveu, acabei concordando com ele.

A gente sofre mais, não pelo que acabou, o que aconteceu, mas pelo que poderia ter acontecido, se algo não atrapalhasse. Sofremos pelos nossos planos que foram interrompidos.

É verdade!!

Já faz algum tempo, terminei um namoro, e as vezes fico pensando em como seria se ainda estivéssemos juntos, em todos aqueles planos que eu tinha quando estava namorando e que não se concretizaram.

E é chato, você planeja um futuro com certa pessoa e do nada tudo aquilo que você sonhou se acaba.

Ainda não sei, se eu sofri mais pelo namoro que acabou ou pelos planos que eu tinha e que não aconteceram. Passeios que nunca fizemos, conversas que não tivemos, filmes que não vimos, todas essas coisas que eu pensava que iríamos fazer e que simplesmente foram interrompidas pelo fim do namoro.

Com esse e outros acontecimentos, acho que Carlos Drummond de Andrade está certo.